Bem, disse que postaria minhas histórias e crônicas aqui no site, e aí está. É sobre... Bem, leiam e descubram!
Beijos
^-^
Capítulo 1
Minha visão estava turva quando abri os olhos. Uma luz branca me cegava, e o som incessante de bipes começou a me dar dor de cabeça. Quando meus olhos começaram a se acostumar ao ambiente frio, percebi que estava deitada em uma superfície macia, e um lençol fino cobria meu corpo.
Levantei o pescoço e observei o lugar em que estava: as paredes pintadas com um tom de verde claro, quase branco; o chão com um carpete cinza; ao meu lado, uma máquina esquisita com um grande visor mostrava os meus batimentos cardíacos; ao lado da minha cama, um sofazinho bege de dois lugares. Quando que eu vim parar aqui?, pensei.
Coloquei a mão direita na testa, tocando na gaze e sentindo uma dor lancinante logo a seguir. Toquei meu braço, e senti um tubo acoplado, com o soro correndo pelas minhas veias. Minha cabeça estava girando, mas me acalmei quando a porta branca de metal foi aberta e Noah, meu melhor amigo, entrou e sorriu. Automaticamente, os cantos dos meus lábios se levantam e o sorriso mais radiante se formou no meu rosto.
Ele pareceu atarracado quando se aproximou de mim, e logo que ele colocou a mão na barra da cama, eu levantei meu tronco e lhe dei o abraço mais apertado que eu consegui. Ele retribuiu e me deu um beijo na testa, sentando ao meu lado no colchão. Noah segurou minha mão e entrelaçou seus dedos nos meus, lançando seus olhos azuis claros para mim. Naquele momento, percebi que seu toque era frio, mais do que o normal. Sua pele também estava pálida, como se meu amigo estivesse doente, mas o sorriso e os olhos expressivos ainda estavam lá.
– Como você está? – Noah me perguntou, apertando um pouco mais seus dedos nos meus.
– Eu... Eu nem sei o que está acontecendo. Como eu vim parar aqui? – eu perguntei confusa.
– Você não se lembra de nada? – ele perguntou, com um sorriso triste nos lábios.
– Não.
– Logo, logo você irá saber de tudo que está acontecendo.
Meus neurônios estavam fervendo, e minha cabeça doía de um jeito descomunal. Apertei o botão ao lado da minha cama e alguns segundos depois, uma enfermeira entrou no quarto. Contei da minha dor de cabeça infernal, e ela injetou um analgésico nas minhas veias, que ela disse que me deixaria sonolenta. Em menos de dois minutos, fechei os olhos e caí na inconsciência.
...
Quando acordei, o céu estava parcialmente claro. Ainda era possível ver algumas estrelas no céu, mesmo com a luz do sol começando a despontar. Deviam ser entre três e quatro da manhã, e após várias tentativas de conseguir dormir, desisti. Olhei para o sofazinho bege, onde meus quatro irmãos – Nick, Cristian, Colin e Tony – dormiam amontoados, um em cima do outro. Pela janela que dava para o corredor, com as persianas semiabertas, consegui ver minha mãe e meu pai sentados nas cadeiras de plástico desconfortáveis. Os dois dormindo, um apoiando a cabeça do outro em seus ombros.
Deitei a cabeça novamente no travesseiro, tentando, de alguma maneira, me lembrar da razão de estar em um hospital. Até tentei perguntar para a enfermeira, mas ela desconversou e fingiu que não entendeu a minha pergunta.
Chamei Nick, meu irmão mais velho. Ele levou alguns minutos para acordar, mas pulou em cima de mim quando percebeu que eu tinha acordado e que estava bem. Começou a me abraçar e me encher de perguntas.
– Nick, preciso que você me diga uma coisa. Desde o momento que eu acordei, todos fogem da minha pergunta. Como eu vim parar aqui?
– Anne, espere amanhecer. Aí todos poderão conversar juntos, o médico virá aqui...
– Por favor, me responda. – eu o cortei.
– Certo. Você e Noah estavam voltando de uma festa. A festa da sua amiga, a Morgan. Seu amigo estava dirigindo, vocês estavam bêbados, e, a um quarteirão de casa, o carro bateu em uma árvore e capotou. Você está com alguns hematomas, mas o Noah... – ele parou. Meu coração começou a pular loucamente em meu peito.
– O quê?! O que aconteceu?! – eu peguei sua mão e a apertei.
– Ele... O Noah morreu, Anne. Me desculpe.
Fiquei completamente louca com aquela frase. Ele não podia ter morrido. Eu o vi no dia anterior, e Noah parecia mais feliz do que nunca.
Só posso estar sonhando, pensei, sentindo-me completamente desamparada.
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